O feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos encerrou sua edição de 2026 com um marco histórico para o turismo americano. De acordo com a AAA (American Automobile Association), 72,2 milhões de pessoas viajaram pelo menos 50 milhas (cerca de 80 quilômetros) entre 27 de junho e 5 de julho, estabelecendo o maior volume já registrado para o período.
O número supera o recorde de 2025, quando 71,8 milhões de americanos viajaram durante o feriado, confirmando a força do turismo doméstico mesmo em um cenário de custos mais elevados com combustível e passagens aéreas.
Segundo a AAA, o desempenho foi impulsionado não apenas pelo tradicional fim de semana prolongado, mas também pelas celebrações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos e pela realização da Copa do Mundo FIFA 2026, que aumentaram o fluxo de visitantes em diversas cidades americanas.
Carro continua sendo o principal meio de transporte
As viagens rodoviárias permaneceram como a principal escolha dos americanos.
Dos 72,2 milhões de viajantes, a AAA estima que 61,4 milhões utilizaram automóveis, o equivalente a cerca de 85% de todos os deslocamentos realizados durante o período.
Mesmo com a gasolina em patamares superiores aos registrados no ano anterior, o carro segue sendo visto como a alternativa mais econômica e flexível, especialmente para famílias e grupos.
A entidade também informou que 5,85 milhões de passageiros optaram por voos domésticos, enquanto 4,93 milhões viajaram de ônibus, trem ou cruzeiro — modalidade que apresentou o maior crescimento percentual em relação ao ano passado, impulsionada pela forte demanda por viagens marítimas.
Orlando confirma força como destino turístico
Entre os principais destinos domésticos do feriado, Orlando apareceu na segunda colocação do ranking da AAA, atrás apenas de Seattle. O levantamento também destacou outras cidades da Flórida, como Miami e Fort Lauderdale, reforçando a atratividade do estado durante o verão americano.
A combinação de parques temáticos, praias, portos de cruzeiros e uma ampla oferta de hospedagem continua colocando a Flórida entre os destinos preferidos dos viajantes dos Estados Unidos.
Para Orlando, o período representou aumento no movimento dos parques temáticos, hotéis, restaurantes e centros comerciais, além de coincidir com eventos especiais ligados ao verão e à Copa do Mundo FIFA 2026.
Turismo doméstico segue resiliente
Embora o crescimento tenha sido mais moderado do que nos últimos anos, os números demonstram que o turismo doméstico continua sendo um dos pilares da economia americana.
Para a vice-presidente de viagens da AAA, Stacey Barber, viajar durante a semana do 4 de Julho já faz parte da tradição de milhões de famílias americanas, seja para aproveitar todo o período de férias ou apenas o fim de semana prolongado.
A entidade observa que o ritmo de expansão começa a se estabilizar, mas a demanda permanece em níveis recordes, sustentada pelo interesse dos consumidores em viagens de lazer.
O que os números representam para o mercado
O recorde registrado pela AAA reforça tendências importantes para o setor de turismo.
Além da preferência pelas viagens domésticas, o levantamento evidencia o crescimento contínuo dos cruzeiros, a resiliência do transporte aéreo e a manutenção da Flórida como um dos principais polos turísticos dos Estados Unidos.
Para operadoras, agências de viagens e fornecedores, os dados indicam que a demanda por destinos consolidados permanece elevada, especialmente em períodos de férias escolares, grandes eventos e datas comemorativas.
Ao mesmo tempo, reforçam a necessidade de planejamento antecipado, gestão de tarifas e estratégias para lidar com períodos de alta ocupação.
Impacto para o mercado brasileiro
Embora o levantamento trate exclusivamente do mercado americano, seus reflexos também são percebidos pelos brasileiros que viajam aos Estados Unidos.
Com Orlando entre os destinos mais procurados, é comum haver maior ocupação hoteleira, aumento na procura por ingressos, restaurantes e locação de veículos, além de maior movimento nos aeroportos da Flórida.
Para agentes de viagens brasileiros, o estudo da AAA reforça a importância de orientar clientes sobre reservas antecipadas, roteiros bem estruturados e alternativas para minimizar os impactos da alta temporada.