A Walt Disney Company divulgou os resultados do seu terceiro trimestre fiscal de 2025, encerrado em 28 de junho, e os números mostram uma empresa mais sólida, lucrativa e com grandes planos estratégicos para os próximos meses. Com parques lotados, streaming lucrativo e novos acordos com gigantes do esporte, a Disney prova mais uma vez sua força como líder mundial em entretenimento.
Os ganhos da Disney superam as expectativas à medida que o streaming, os parques compensam os ventos contrários da TV
PONTOS-CHAVE
- A Disney relatou um aumento nos ganhos trimestrais ajustados por ação, mas perdeu um pouco a receita.
- O negócio de streaming da empresa continuou a crescer durante o trimestre, com a receita operacional do segmento atingindo US$ 346 milhões, em comparação com uma perda no mesmo período do ano passado, e uma adição de 1,8 milhão de assinantes da Disney+.
- A receita e a receita operacional para os parques e negócios de experiência cresceram durante o trimestre, pois houve um aumento nos gastos dos hóspedes nos parques temáticos.
Números gerais do trimestre
Segundo o relatório oficial (The Walt Disney Company), a companhia registrou:
• Receita total: US$ 23,65 bilhões (+2% vs. 2024)
• Lucro operacional: US$ 4,57 bilhões (+8%)
• Lucro líquido GAAP: US$ 5,26 bilhões (quase o dobro em relação ao ano anterior)
• EPS GAAP: US$ 2,92 (↑ 104%)
• EPS ajustado (non-GAAP): US$ 1,61 (+16%)
Um dos principais impulsos para o salto do lucro líquido foi um benefício fiscal de US$ 3,3 bilhões relacionado à aquisição da participação da NBCU na Hulu.
Parques e experiências: o motor da magia
O segmento Disney Experiences continua sendo a maior fonte de crescimento da companhia. No trimestre, o lucro operacional subiu 13%, chegando a US$ 2,52 bilhões, com destaque para os parques domésticos nos Estados Unidos, que bateram recorde de receita.
Os cruzeiros da Disney também tiveram um aumento de demanda, beneficiados pelo calendário de feriados e pelo apelo das novas rotas, o que ajudou a sustentar a performance do setor de experiências.
Streaming: Disney+ e Hulu finalmente dão lucro
Após anos de investimentos pesados, o streaming da Disney virou o jogo. A área Direct-to-Consumer apresentou:
• Lucro operacional: US$ 346 milhões (revertendo prejuízo de US$ 19 milhões no mesmo período de 2024)
• Assinantes Disney+ e Hulu: 183 milhões no total (+2,6 milhões no trimestre)
• Disney+: 128 milhões (+1,8M)
• Hulu: 55,5 milhões (+0,9M)
De acordo com o relatório da empresa, a receita do streaming cresceu 6%, mesmo com a saída do Disney+ Hotstar do comparativo. O CEO Bob Iger afirmou que este é “um marco fundamental na estratégia da companhia para transformar o streaming em um negócio sustentável e altamente lucrativo”.

ESPN, NFL e WWE: a aposta nos esportes
O segmento de esportes foi outro destaque positivo. Embora a receita tenha caído 6%, o lucro operacional subiu 29%, chegando a US$ 1,04 bilhão, graças à redução de custos e ao impacto positivo da reorganização da Star India.
A Disney também anunciou movimentos estratégicos para transformar a ESPN:
• Acordo com a NFL: aquisição de ativos como NFL Network e RedZone, em troca de 10% de participação da ESPN para a liga.
• Lançamento do ESPN DTC: o novo serviço direto ao consumidor estreia em 21 de agosto de 2025, com planos a partir de US$ 11,99/mês (slim) e US$ 29,99/mês (premium), incluindo bundles com Disney+ e Hulu.
• Contrato com a WWE: exclusividade para transmissão de eventos premium a partir de 2026, em um acordo de US$ 1,6 bilhão.
Fluxo de caixa e dívida controlada
A Disney apresentou um fluxo de caixa operacional de US$ 13,6 bilhões (+61%), com US$ 7,5 bilhões de caixa livre. Esse resultado permitiu:
• Recompra de US$ 2,5 bilhões em ações
• Pagamento de US$ 905 milhões em dividendos
• Redução da dívida líquida em US$ 3,6 bilhões, chegando a cerca de US$ 42,3 bilhões.
Perspectivas para o Q4 FY25
Para o próximo trimestre, a Disney projeta:
• Adicionar 10 milhões de novas assinaturas combinadas de Disney+ e Hulu, em grande parte graças à expansão do acordo com a Charter.
• Crescimento modesto de Disney+ isoladamente.
• Lucro por ação ajustado (FY25): previsão revisada para US$ 5,85, aumento de 18% em relação a 2024.
Conclusão
Com parques em expansão, streaming finalmente rentável e movimentos ousados na ESPN, a Disney fecha o Q3 FY25 mostrando força operacional e clareza estratégica. Bob Iger reforçou que “o foco permanece em criatividade, inovação e na experiência do consumidor”, indicando que a empresa está pronta para continuar crescendo nos próximos anos.
VEJA AQUI O PDF COMPLETO DOS RESULTADOS DA THE WALT DISNEY COMPANY