Viagens a negócios avançam 8,2% em 2026, com transporte aéreo concentrando R$ 5,83 bilhões em vendas e hotelaria alcançando R$ 2,88 bilhões no período
O turismo corporativo brasileiro movimentou R$ 9,75 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, o maior faturamento registrado para os oito primeiros meses do ano. O resultado representa crescimento de 8,21% em relação ao mesmo período de 2025 e reforça a expansão das viagens a negócios no mercado de turismo nacional.
Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) e compilados pelo Ministério do Turismo. Em 2025, as vendas acumuladas entre janeiro e agosto haviam alcançado aproximadamente R$ 9,02 bilhões.
Somente em agosto de 2026, o turismo corporativo registrou cerca de R$ 1,31 bilhão em vendas, ante R$ 1,21 bilhão no mesmo mês de 2025, também uma expansão próxima de 8%.
Transporte aéreo responde pela maior parcela das viagens corporativas
A aviação concentrou a maior parte do faturamento do turismo de negócios no Brasil.
Entre janeiro e agosto, os serviços aéreos relacionados às viagens corporativas movimentaram R$ 5,83 bilhões, crescimento de aproximadamente 12% na comparação com os primeiros oito meses de 2025.
Somente em agosto, as vendas do setor aéreo dentro do mercado corporativo ficaram próximas de R$ 798 milhões, resultado 10,5% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.
Os números mostram o peso das passagens aéreas na estrutura de gastos das empresas com deslocamentos profissionais, incluindo viagens para reuniões, eventos, feiras, congressos, treinamentos e visitas comerciais.
Hotelaria movimenta R$ 2,88 bilhões
A hotelaria aparece como o segundo maior segmento no levantamento da Abracorp.
De janeiro a agosto de 2026, as vendas relacionadas às hospedagens corporativas chegaram a R$ 2,88 bilhões, alta de 3,6% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Somados, transporte aéreo e hotelaria representam a maior parte dos gastos intermediados pelo mercado brasileiro de viagens corporativas.
O desempenho também interessa diretamente às agências de viagens, Travel Management Companies (TMCs), companhias aéreas, redes hoteleiras, empresas de tecnologia e demais fornecedores especializados no gerenciamento de viagens corporativas.
Turismo corporativo no Brasil em números
No acumulado entre janeiro e agosto:
- 2025: R$ 9.017.958.119,97
- 2026: R$ 9.758.760.054,82
- Crescimento: aproximadamente 8,2%
Somente em agosto:
- Agosto de 2025: R$ 1.212.218.528,85
- Agosto de 2026: R$ 1.308.395.427,56
- Crescimento: aproximadamente 8%
No acumulado de 2026, o transporte aéreo respondeu por R$ 5,83 bilhões, enquanto a hotelaria movimentou R$ 2,88 bilhões.
Aviação brasileira também registra recorde
O avanço das viagens corporativas ocorre em paralelo ao aumento da movimentação geral nos aeroportos brasileiros.
Entre janeiro e agosto de 2026, o Brasil transportou aproximadamente 68,3 milhões de passageiros em voos domésticos, maior volume já registrado para os primeiros oito meses de um ano e crescimento próximo de 4% em relação a 2025.
Agosto também estabeleceu uma nova máxima histórica para o mercado doméstico, com 8,93 milhões de passageiros, 2,3% acima dos 8,73 milhões registrados no mesmo mês de 2025.
Quando são considerados também os passageiros internacionais, a movimentação aérea brasileira alcançou aproximadamente 88,6 milhões de passageiros entre janeiro e agosto, segundo dados oficiais do setor aéreo.
Turismo internacional amplia movimentação do setor
O crescimento do mercado de viagens também é acompanhado pela entrada de turistas estrangeiros.
Nos primeiros oito meses de 2026, o Brasil recebeu cerca de 6,45 milhões de visitantes internacionais. Apenas em agosto foram 576,3 mil turistas estrangeiros, maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2009.
Os gastos dos visitantes internacionais também atingiram patamar recorde. Entre janeiro e julho, os estrangeiros deixaram aproximadamente R$ 33,6 bilhões no Brasil, de acordo com dados do Banco Central divulgados pelo setor.
O conjunto de indicadores — crescimento das viagens corporativas, recordes de passageiros na aviação e aumento do fluxo internacional — mantém o mercado brasileiro de turismo em trajetória de expansão em 2026, com reflexos para companhias aéreas, aeroportos, hotelaria, agências de viagens e demais empresas da cadeia turística.